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voto eletrônico: ainda há uma esperança

Novembro 25, 2007

Já tem uns dias que não paro para assistir um tele-jornal noturno, mas ontem foi um dia desses, muito raros, e para minha surpresa recebi um excelente notícia: O voto eletrônico pode mudar. Os deputados votam na quarta-feira, em uma subcomissão criada para tratar a questão, o projeto que prevê que o eleitor possa conferir seu voto tanto na urna eletrônica quanto no “canhoto” impresso que é depositado na urna. A verdade é que esse sistema já havia sido testado em 2002 no DF e em SE, momento em que o TSE desaprovou seu uso alegando atraso na votação. Veja bem, se essas mesmas críticas já não foram feitas outrora quando se pretendeu trocar a urna de lona pela urna eletrônica. Qual foi uma das soluções encontradas para o problema? Criação de mais sessões e zonas eleitorais, para criar uma espécie de paralelismo e distribuir a carga, é lógico. E mais, esse tempo é perfeitamente justificável, pois o que se quer atingir, ao fim e ao cabo, é a lisura do processo eleitoral, ou seja, essa contagem alternativa só seria realizada em caso de dúvida sobre o resultado de uma urna. Por isso mesmo é que os argumentos do secretário de Tecnologia da Informação – TSE, Sr. Giuseppe Janino, não se sustentam. Por que, então, tanto interesse em manter um sistema que é flagrantemente inseguro? Fica a indagação. Para maiores informações sobre os problemas da atual urna eletrônica confira aqui.

Um comentário

  1. Você está correto em suas considerações Hudson. O que importa é a lisura. O tempo pode ser agilizado de outra forma, sendo secundário, como bem mostrou em seus argumentos.



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